O que é Fitoterapia
A Fitoterapia, do grego phyton (vegetal) e therapeia (tratamento), é o estudo das plantas medicinais e sua aplicação na prevenção e tratamento das doenças. Ela surgiu independentemente na maioria dos povos, e é a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra.
                                              
História da Fitoterapia (breve resumo)
A utilização de plantas medicinais pelo homem desde a Antiguidade, na prevenção e tratamento de enfermidades, foi registrada em estudos arqueológicos.

Na pré- história os humanos, por instinto, provavelmente ao observarem os hábitos dos animais, começaram a manipular e utilizar as plantas em ferimentos e sintomas de possíveis moléstias.  

Foram encontradas gravações em grutas de 60.000 anos atrás, da época do homem de Neanderthal, mostrando desenhos de plantas e folhas ao lado de órgãos humanos numa alusão de correspondência terapêutica. A fitoterapia é, portanto, tão antiga quanto a humanidade.

A busca e o uso de plantas com propriedades terapêuticas são práticas multimilenares, abordadas em vários tratados de fitoterapia de grandes civilizações.
Em Nippur, na Suméria, foi encontrado um escrito em caracteres cuneiformes arcaicos com informações referentes ao uso terapêutico de algumas espécies de plantas medicinais utilizadas na baixa Mesopotânia, por volta de 3.900 a.C..

Os chineses e egípcios desde 3.000 a.C. já se dedicavam ao cultivo e uso de plantas medicinais. Os Egípcios registraram o uso dessas plantas em papiros por volta de 2.400 a.C..

O papiro de Ebers, de 1.500 a.C., descreve centenas de plantas medicinais numa compilação de trabalhos anteriores, contendo grande número de prescrições e fórmulas.

Na Grécia Teofrasto (372-285 a.C.), discípulo de Aristóteles (384-322 a.C.), catalogou cerca de 500 espécies vegetais. Hipócrates (460- 377 a.C.) reuniu os conhecimentos médicos de seu tempo documentando-os no conjunto de tratados denominado Corpus Hippocraticum, indicando a planta medicinal e o tratamento adequado para cada enfermidade.

O médico Romano Dioscórides, que viveu por volta de 50 d.C., escreveu um tratado sobre fitoterápicos intitulado De materia Medica Libri Cinque, que era uma compilação de muitos trabalhos, inclusive de Hipócrates, Theophrastus, Niger, Crateuas e Andreas entre outros estudiosos da época. Esse tratado cataloga e ilustra cerca de 600 diferentes plantas usadas para fins medicinais. Tal obra permaneceu como literatura padrão por cerca de 1.500 anos.

Na idade Média, em decorrência de eventos históricos que surgiram na Europa, houve uma estagnação na medicina e no estudo das plantas medicinais

Na Idade Moderna, nos séculos XVII e XVIII, os índios da América Central e América do Sul fizeram muitas descobertas. Os estudos dos Astecas foram registrados em hieróglifos, nas pedras, e principalmente em manuscritos de monges espanhóis.

Os índios peruanos fizeram várias descobertas de unguentos de plantas e duas delas continham alcaloides que se tornaram drogas modernas: a cocaína e a quinina.

A partir do início do século XIX, com o desenvolvimento das ciências naturais e do método científico na medicina, os medicamentos de origem vegetal tornaram-se objeto de análise científica. Após o ano de 1.806 foram isoladas a morfina e a codeína, da Papoula; a atropina, da Beladona; e a cocaína da Coca, utilizando métodos químicos e analíticos para extrair o princípio ativo da planta medicinal.

Os métodos modernos de identificação, extração e padronização de substâncias de origem vegetal, juntamente com a pesquisa científica moderna, permitiram maior confiabilidade e conhecimento da eficácia e segurança dos fitoterápicos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a fitoterapia como a aplicação de princípios ativos de origem vegetal na terapêutica clínica. Atualmente, no Ocidente, a fitoterapia europeia é a mais aceita e usada.

Em 1976, na Alemanha, a exigência de os medicamentos fitoterápicos atenderem aos mesmos requisitos de qualidade, segurança e eficácia que os medicamentos sintéticos deu à fitoterapia o status de medicação moderna, racional e científica.

Cerca de 70% dos profissionais de saúde da Alemanha prescrevem medicamentos fitoterápicos aos seus pacientes.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 80% da população mundial acreditam que o tratamento com plantas medicinais possa curar algum tipo de doença.

A História mostra que o uso de fitoterápicos permeou todas as civilizações e em todos os tempos, sempre trazendo grandes benefícios.

                                                           
Sóstenes Postigo
Dagoberto de Castro Brandão

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